Proposta de redação ENEM resistência antimicrobiana saúde pública

Medidas para conter a resistência antimicrobiana no Brasil

O Brasil adota medidas como a retenção de receitas para antimicrobianos e implementou um Plano Nacional abrangente para conter a resistência. Este plano foca no fortalecimento de programas de gerenciamento, na qualificação de práticas clínicas e na vigilância contínua, visando o uso racional e a prevenção de infecções.

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Proposta completa

Textos motivadores

Leia a coletânea, identifique o recorte proposto e use as informações como ponto de partida sem copiar os textos.

TEXTO I

A Resolução RDC nº 471/2021 da Anvisa “dispõe sobre os critérios para a prescrição, dispensação, controle, embalagem e rotulagem de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos de uso sob prescrição” e determina, entre outros pontos, a retenção de receita e escrituração para a dispensação. O ato também define antimicrobiano como a substância que previne a proliferação de agentes infecciosos ou os elimina para evitar a disseminação de infecções—base conceitual que orienta políticas de uso racional no país.
[Disponível em: https://www.in.gov.br/ / CFF. Acesso em: 30 out. 2025 (adaptado)].

TEXTO II

Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (2024) analisou a detecção de genes de carbapenemase no Brasil (2015–2022). Em Enterobacterales, a taxa de detecção do blaKPC foi de 68,6% (41.282/60.205) no período, com queda de 74,5% (2015) para 55,1% (2022); já o blaNDM subiu de 4,1% (2015) para 39,4% (2022). Em Pseudomonas aeruginosa, o blaSPM caiu de 22,5% (2015) para 3,9% (2022), enquanto blaNDM apresentou uma das maiores altas anuais observadas. Os achados reforçam a necessidade de vigilância e gestão do uso de antimicrobianos.
[Disponível em: Ministério da Saúde – Boletim Epidemiológico, vol. 55, n. 2, 17 jan. 2024. Acesso em: 30 out. 2025 (adaptado)].

TEXTO III

Reportagem da Agência Brasil (20/08/2025) relata que uma pesquisa com pouco mais de 100 hospitais brasileiros expôs fragilidades na prescrição e no acompanhamento de antibióticos: cerca de 1 em cada 5 unidades não realiza ajustes de esquemas conforme protocolos, o que acende alerta para ampliar programas de stewardship e qualificação de práticas clínicas no país.
[Adaptado de: Agência Brasil, 20 ago. 2025. Acesso em: 30 out. 2025].

TEXTO IV

A Anvisa publicou o Plano Nacional para a Prevenção e o Controle da Resistência Microbiana nos Serviços de Saúde (2023–2027), alinhado à abordagem “Uma Só Saúde (One Health)”. Entre as ações estão: implementação e fortalecimento de Programas de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA)—com diretrizes específicas para UTIs pediátricas e neonatais—, apoio à adoção de protocolos de uso em UTIs, produção de materiais educativos e monitoramento da implementação nos serviços. O plano organiza eixos e metas para comunicação, vigilância, prevenção de infecções e uso racional, oferecendo um roteiro operacional para conter a resistência no SUS e na rede suplementar.
[Disponível em: Anvisa/Gov.br, 15 dez. 2023. Acesso em: 30 out. 2025 (adaptado)].