Proposta de redação ENEM educação midiática combate à desinformação

Estratégias para promover a educação midiática e o combate à desinformação no Brasil

Diante da alta conectividade e dos impactos da desinformação, a promoção da educação midiática no Brasil é crucial para desenvolver a leitura crítica e a checagem de informações. Estratégias incluem diretrizes curriculares, formação de professores e programas governamentais para fortalecer a participação consciente e democrática no ambiente digital.

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Textos motivadores

Leia a coletânea, identifique o recorte proposto e use as informações como ponto de partida sem copiar os textos.

TEXTO I

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define aprendizagens essenciais da Educação Básica no Brasil. Ao tratar da cultura digital, a BNCC destaca que a escola deve “educar para usos mais democráticos das tecnologias e para uma participação mais consciente na cultura digital”, desvendando possibilidades de comunicação e também de manipulação das linguagens contemporâneas. Essas diretrizes vinculam o desenvolvimento de competências críticas à leitura e produção de informações em ambientes digitais, base para enfrentar práticas desinformativas no cotidiano escolar. [Adaptado de: Ministério da Educação — BNCC, 2017. Acesso em: 30 out. 2025.]

TEXTO II

A pesquisa TIC Domicílios 2024 indica que 84% da população brasileira com 10 anos ou mais usa a internet, com 60% acessando apenas pelo celular; 83% dos domicílios têm conexão. Entre as habilidades digitais, 52% dos usuários afirmaram verificar informações encontradas na internet, e entre as casas sem internet, o principal motivo relatado foi “não saber usar” (28%), além do custo. Os números dimensionam o desafio: ampliar o acesso e integrar formação crítica para que a verificação de conteúdos deixe de ser prática de poucos e se torne competência difundida. [Adaptado de: Cetic.br | NIC.br — TIC Domicílios 2024 (publicado em 2025). Acesso em: 30 out. 2025.]

TEXTO III

Durante as enchentes no Rio Grande do Sul (maio/2024), circularam boatos em redes e mensagerias — como supostas doações retidas ou inação do poder público — que atrapalharam decisões de pessoas afetadas e exigiram mobilização de órgãos oficiais para desmentidos. A cobertura destacou que desinformações em crises desviam recursos de resposta e criam riscos adicionais à população. O episódio ilustra a necessidade de educação midiática para leitura crítica de conteúdos e checagem antes do compartilhamento, especialmente em situações emergenciais. [Adaptado de: Agência Brasil, 14/05/2024. Acesso em: 30 out. 2025.]

TEXTO IV

Em outubro de 2025, o Governo Federal anunciou a 2ª Estratégia Brasileira de Educação Midiática, com foco em formação de professores, habilidades críticas de acesso e análise de informações e cooperação internacional. Entre os resultados e instrumentos destacados estão: a inserção do tema no PNLD (livros didáticos), uma coleção de 80 cursos no AvaMEC com mais de 340 mil certificações, e diretrizes nacionais para integrar educação midiática aos currículos até 2026. Para o secretário de Políticas Digitais, João Brant, a educação midiática fortalece a democracia ao qualificar a participação crítica no ambiente informacional. [Adaptado de: Secretaria de Comunicação Social (Gov.br), 28/10/2025. Acesso em: 30 out. 2025.]