Proposta de redação ENEM mobilidade urbana sustentabilidade

Desafios para a mobilidade urbana sustentável nas metrópoles brasileiras

A mobilidade urbana sustentável nas metrópoles brasileiras enfrenta o desafio da alta dependência do transporte individual, contradizendo a prioridade legal dos modos coletivos e não motorizados. Esse cenário gera congestionamentos expressivos e exige inovações urgentes em financiamento e governança para fortalecer o transporte público.

Publicado em

Imagem do tema Desafios para a mobilidade urbana sustentável nas metrópoles brasileiras

Proposta completa

Textos motivadores

Leia a coletânea, identifique o recorte proposto e use as informações como ponto de partida sem copiar os textos.

TEXTO I

“A Política Nacional de Mobilidade Urbana é orientada pelas seguintes diretrizes: (…) II – prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado.”
[Disponível em: camara.leg.br. Acesso em: 30 out. 2025 (adaptado)].

TEXTO II

O Censo 2022 mostrou que, no deslocamento para o trabalho, automóvel (32,3%) é o meio mais utilizado no Brasil, seguido por ônibus (21,4%), a pé (17,8%) e motocicleta (16,4%) — juntos, 87,9% dos deslocamentos. Modais de alta capacidade têm participação reduzida: trem/metrô (1,6%) e BRT (0,3%). Esses números ajudam a dimensionar o desafio de reduzir a dependência do transporte individual nas grandes cidades.
[Adaptado de: Agência de Notícias IBGE, 09 out. 2025. Disponível em: agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 30 out. 2025].

TEXTO III

Em 29/10/2025, São Paulo registrou 894 km de congestionamento às 8h, em manhã de chuva, segundo a CET — o maior índice do ano no horário. O episódio ilustra como eventos climáticos somados à alta motorização impactam a circulação, a produtividade e o tempo de viagem nas metrópoles.
[Adaptado de: Agência Brasil (Rádioagência Nacional), 29 out. 2025. Disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 30 out. 2025].

TEXTO IV

Análise do WRI Brasil aponta que a crise de demanda no pós-pandemia reacendeu o debate sobre novas fontes de financiamento e modelos de tarifa (como a tarifa zero) para fortalecer o transporte coletivo. A recomendação é que políticas de gratuidade ou subsídio venham acompanhadas de governança, prioridade viária ao ônibus, integração com modos ativos e indicadores de desempenho, de modo a ampliar acesso e reduzir impactos ambientais nas cidades.
[Adaptado de: WRI Brasil, 04 nov. 2024. Disponível em: wribrasil.org.br. Acesso em: 30 out. 2025].