Proposta de redação ENEM permanência estudantil ensino superior

Caminhos para ampliar a permanência e o sucesso de estudantes de baixa renda no ensino superior brasileiro

Estudantes de baixa renda enfrentam significativas barreiras de acesso e elevadas taxas de evasão no ensino superior, principalmente por vulnerabilidades socioeconômicas e financeiras. Para ampliar sua permanência e sucesso, são fundamentais o fortalecimento de políticas de assistência estudantil, como o PNAES, e a articulação de programas de apoio financeiro e infraestrutura.

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Proposta completa

Textos motivadores

Leia a coletânea, identifique o recorte proposto e use as informações como ponto de partida sem copiar os textos.

TEXTO I

“Fica instituída a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES)… com a finalidade de ampliar e garantir as condições de acesso, permanência e conclusão de cursos por estudantes em situação de vulnerabilidade, no âmbito do Ministério da Educação.” (art. 1º, Lei nº 14.914/2024).
[Disponível em: Planalto – Lei nº 14.914/2024. Acesso em: 30 out. 2025.]

TEXTO II

O Censo da Educação Superior 2023 (divulgado pelo Inep em out./2024) mostra que apenas 27% dos concluintes do ensino médio ingressaram na educação superior no ano seguinte. A transição varia conforme o contexto: 59% entre egressos de escolas privadas contra 21% das estaduais e 58% das federais; por localização, cerca de 27% (urbana) versus 16% (rural); por modalidade, 30% (regular) frente a 9% (EJA); e por cor/raça, 37% (branca) contra 20% (parda), 17% (preta) e 12% (indígena). Os números evidenciam barreiras de origem social e territorial que afetam o acesso e a permanência no ensino superior.
[Adaptado de: Inep/MEC – Apresentação “Censo da Educação Superior 2023”, 03 out. 2024. Acesso em: 30 out. 2025.]

TEXTO III

Levantamento do Mapa do Ensino Superior 2024 (Semesp), noticiado pelo Correio Braziliense, aponta evasão de 57,2% no ensino superior brasileiro somando redes pública e privada e modalidades presencial e EaD. O abandono é maior na rede privada (quase 61%) e nos cursos a distância (64%), indicando que fatores financeiros e dificuldades de conciliação estudo–trabalho impactam a permanência e a conclusão dos cursos.
[Adaptado de: Correio Braziliense, 8 mai. 2024. Acesso em: 30 out. 2025.]

TEXTO IV

Segundo balanço oficial, em 2024 o MEC ampliou ações para permanência no ensino superior: investimentos do Novo PAC (R$ 5,5 bilhões) para infraestrutura (restaurantes universitários, moradias, laboratórios e hospitais universitários) e consolidação/expansão de campi; fortalecimento da PNAES (Lei nº 14.914/2024) e integração com programas como Prouni, Fies Social e Bolsa Permanência, com foco em estudantes de baixa renda, indígenas e quilombolas. O governo também anunciou estudos para o Pé-de-Meia Universitário (a partir de 2025), direcionado à permanência na graduação.
[Adaptado de: Agência Gov/MEC, 26 dez. 2024. Acesso em: 30 out. 2025.]